ADÉLA ficou de fora das KATSEYE. Três anos depois, está a provar que um “não” pode mudar tudo
ADÉLA ficou de fora das KATSEYE. Três anos depois, está a provar que um “não” pode mudar tudo
03/09/2026 / Por Margarida Costa / Celebridades
O “não” que mudou tudo: como ADÉLA encontrou o seu lugar na pop
Foi uma das primeiras concorrentes eliminadas do projeto que viria a formar as KATSEYE. Hoje, ADÉLA está a construir uma carreira a solo, entrou na Billboard e prepara-se para lançar o primeiro álbum. Às vezes, a porta que não abre não é o fim do caminho, é apenas a indicação de que devemos seguir por outro.
Se o nome ADÉLA ainda não te é familiar, é provável que isso esteja prestes a mudar. Aos 22 anos, a cantora, compositora e bailarina eslovaca está a tornar-se num dos nomes emergentes da pop de 2026, impulsionada pelo crescimento de “Ain’t In LA” e por uma história que começou, curiosamente, com uma rejeição.
Nascida em Bratislava, na Eslováquia, Adéla Jergová começou a estudar ballet ainda em criança. Aos 14 anos mudou-se para Viena para integrar a academia de ballet da Ópera Estatal de Viena e, mais tarde, estudou na English National Ballet School, em Londres. Mas a ambição de construir uma carreira musical continuava presente.
Em 2022, mudou-se para Los Angeles e acabou por entrar no projeto da HYBE e da Geffen Records que procurava criar um novo girl group global.
Em 2023, ADÉLA tornou-se uma das 20 participantes de The Debut: Dream Academy. O objetivo era conquistar um dos lugares no grupo que viria a tornar-se nas KATSEYE, mas aconteceu exatamente o contrário do que imaginava: ADÉLA foi eliminada logo numa das primeiras fases da competição, depois de ficar em último lugar na votação do público.
Na altura, poderia parecer que tinha perdido a oportunidade capaz de mudar a sua vida. O documentário Pop Star Academy: KATSEYE, lançado posteriormente pela Netflix, voltou a colocar o seu percurso sob os holofotes, mas ADÉLA já começava a perceber que talvez o seu lugar não estivesse num grupo. Em entrevistas posteriores, chegou a afirmar que o formato das KATSEYE não seria o caminho criativo certo para si e foi precisamente aí que começou outra história.
Em setembro de 2024, lançou de forma independente “Homewrecked”, o seu primeiro single. Seguiram-se novas músicas e, em 2025, assinou com a Capitol Records e apresentou o EP de estreia, The Provocateur.
A carreira continuou a crescer. Em agosto de 2026, ADÉLA atuou no Lollapalooza Chicago, enquanto “Ain’t In LA” começou a ganhar dimensão internacional. O tema levou-a à Billboard Hot 100, tornando-a a primeira artista eslovaca a conseguir entrar na tabela.
E há mais a caminho: a 4 de setembro lança “Prima”, o seu primeiro álbum de estúdio. Até Nicole Kidman já entrou na história, a atriz utilizou “Ain’t In LA” no seu primeiro TikTok e revelou conhecer o trabalho da cantora.
É impossível saber como seria o percurso de ADÉLA caso tivesse entrado nas KATSEYE. O grupo tornou-se, entretanto, um fenómeno global, enquanto ela encontrou espaço para construir uma identidade artística própria e talvez seja precisamente isso que torna a sua história tão interessante.
Em 2023, não ser escolhida parecia uma derrota. Em 2026, ADÉLA está a mostrar que aquela rejeição não lhe retirou a oportunidade — obrigou-a a criar a sua própria.
Há portas que queremos desesperadamente que se abram. E só mais tarde percebemos que, às vezes, o caminho que estava do outro lado nem sequer era o nosso.