Luzes apagadas e coragem pronta: 5 filmes de terror para ver este Halloween
Luzes apagadas e coragem pronta: 5 filmes de terror para ver este Halloween
08/10/2026 / Por Margarida Costa / Cinema
5 filmes de terror para entrar no espírito de Halloween
Outubro tem uma forma muito própria de transformar uma noite normal no plano perfeito para apagar as luzes, preparar qualquer coisa para comer e escolher um filme que provavelmente nos vai fazer verificar duas vezes se a porta ficou mesmo trancada. E, com o Halloween cada vez mais perto, reunimos cinco filmes de terror para diferentes níveis de coragem.
Há clássicos que praticamente se tornaram sinónimo de Halloween, histórias sobrenaturais, slashers e filmes mais recentes que provam que o terror não precisa de seguir sempre a mesma fórmula. A única regra? Não vale culpar a Safira se depois não conseguirem dormir.
Começamos por um daqueles filmes que dispensam grandes apresentações. Lançado em 1978 e realizado por John Carpenter, “Halloween” acompanha Michael Myers, que, quinze anos depois de assassinar a irmã quando era criança, foge da instituição onde estava internado e regressa a Haddonfield. É aí que Laurie Strode, interpretada por Jamie Lee Curtis, entra na história e começa uma das perseguições mais reconhecíveis do cinema de terror.
A máscara branca, a banda sonora composta pelo próprio Carpenter e a forma como Michael surge quase silenciosamente transformaram o filme numa referência do género slasher. Se há altura certa para rever “Halloween”, outubro parece ter sido feito para isso.
Se preferem sustos acompanhados por alguma ironia, “Scream” (1996) continua a ser uma escolha certeira. Realizado por Wes Craven, o filme acompanha Sidney Prescott e um grupo de adolescentes de Woodsboro perseguidos por um assassino mascarado conhecido como Ghostface.
Mas “Scream” tem uma particularidade: as personagens conhecem os clichés dos filmes de terror e o próprio argumento brinca constantemente com as regras do género. O resultado mistura slasher, mistério e humor negro sem deixar de entregar algumas sequências que se tornaram icónicas. E sim, tudo começa com um telefonema que ninguém gostaria de receber.
Nem todos os filmes precisam de jumpscares constantes para serem perturbadores. “The Witch” (2015), realizado por Robert Eggers, transporta-nos para a Nova Inglaterra da década de 1630. Depois de ser afastada da sua comunidade, uma família puritana instala-se junto a uma floresta isolada. Quando o bebé da família desaparece, a fé, a desconfiança e o medo começam lentamente a destruir aquilo que ainda os une.
O filme marcou também um dos primeiros grandes papéis de Anya Taylor-Joy, que interpreta Thomasin. É um terror mais lento, atmosférico e desconfortável, daqueles em que sentimos que alguma coisa está errada muito antes de percebermos exatamente o quê.
Uma casa isolada, uma família que começa a experienciar acontecimentos inexplicáveis e dois investigadores paranormais chamados para ajudar. Parece uma combinação familiar? É precisamente aí que “The Conjuring” (2013) sabe jogar.
Realizado por James Wan, o filme acompanha os investigadores paranormais Ed e Lorraine Warren, interpretados por Patrick Wilson e Vera Farmiga, quando são chamados pela família Perron para investigar acontecimentos perturbadores na sua casa em Rhode Island. Portas que se mexem, ruídos no escuro e uma tensão que vai aumentando sem pressa fazem deste um dos grandes sucessos do terror sobrenatural moderno. Talvez não seja a melhor escolha para quem vai dormir sozinho logo a seguir.
Para terminar, uma escolha bem diferente dos clássicos de Halloween. Realizado por Coralie Fargeat, “The Substance” (2024) acompanha Elisabeth Sparkle, interpretada por Demi Moore, uma celebridade que recorre a uma misteriosa substância capaz de criar uma versão mais jovem de si própria, Sue, interpretada por Margaret Qualley.
Existe, no entanto, uma regra fundamental: as duas versões têm de alternar a existência, respeitando períodos de sete dias. Naturalmente, as coisas não ficam por aí. Misturando body horror com uma crítica à obsessão pela juventude, aos padrões de beleza e à forma como a indústria olha para o envelhecimento feminino, “The Substance” troca fantasmas e assassinos mascarados por algo muito mais físico e bastante mais difícil de esquecer.
Para uma noite de Halloween clássica, “Halloween”. Para mistério e alguma ironia, “Scream”. Para quem prefere um terror lento e inquietante, “The Witch”. Se a ideia é passar o filme inteiro desconfiado de todos os ruídos da casa, “The Conjuring”. E para quem quer algo mais recente, visceral e completamente diferente, “The Substance”.
Cinco filmes, cinco formas muito diferentes de ter medo. Agora só falta escolher um, apagar as luzes e tentar não olhar para o corredor durante o filme.