Depois do bob, o pixie está de volta e 2026 quer o cabelo ainda mais curto
Depois do bob, o pixie está de volta e 2026 quer o cabelo ainda mais curto
17/09/2026 / Por Margarida Costa / Moda
Depois do bob, o cabelo está a ficar ainda mais curto e Zendaya acaba de confirmar a tendência
Durante várias temporadas, o bob tornou-se quase inevitável. Hailey Bieber, Taylor Swift, Lily Collins e Jenna Ortega ajudaram a manter o cabelo pela linha do maxilar e dos ombros no centro das tendências. Mas 2026 parece estar a levar a tesoura ainda mais longe: o pixie e as suas versões mais crescidas estão novamente por todo o lado. E a mais recente transformação de Zendaya pode ser o empurrão que faltava.
Durante anos, cortar o cabelo significou, para muitas celebridades, chegar ao bob. Curto o suficiente para transformar completamente uma imagem, mas comprido o suficiente para continuar a permitir diferentes penteados, o corte tornou-se uma das escolhas mais recorrentes na beleza.
Hailey Bieber fez dele uma das assinaturas da sua imagem e, em 2026, voltou a explorar comprimentos entre o bob e o lob. Jenna Ortega também tem experimentado versões mais descontraídas e em camadas, enquanto diferentes interpretações do corte continuam a aparecer nas passadeiras vermelhas.
Só que, entretanto, algumas celebridades começaram a subir mais alguns centímetros.
O resultado? O pixie está novamente no centro da conversa, acompanhado pelo bixie: o ponto intermédio entre um bob e um pixie e por versões curtas que abandonam a ideia de que existe uma única forma de usar este comprimento.
Se havia dúvidas de que o cabelo muito curto estava a regressar, Zendaya escolheu precisamente este momento para aparecer com um dos cortes mais pequenos que usou nos últimos anos.
A atriz revelou a transformação a 12 de setembro, durante uma aparição no pop-up Prada Paradoxe, em plena Semana da Moda de Nova Iorque. Depois de passar por diferentes comprimentos, incluindo um híbrido entre bob e pixie e, posteriormente, um bixie mais crescido chegou finalmente ao pixie. Curto nas laterais e atrás, mas com caracóis suaves e bastante volume no topo, o corte surgiu inicialmente com um acabamento romântico e quase despreocupado.
Dois dias depois, Zendaya voltou a transformá-lo para os Emmy Awards 2026. Desta vez, o cabeleireiro Coree Moreno trabalhou uma versão mais polida, mantendo o contorno junto à cabeça e criando textura e altura na zona superior. O próprio profissional explicou que procurou reinterpretar o pixie clássico através de uma abordagem mais moderna e editorial. E talvez seja precisamente Zendaya a melhor demonstração daquilo que está a acontecer: o cabelo está mais curto, mas não necessariamente mais limitado.
A transformação de Zendaya chega depois de vários meses em que o mesmo movimento se tem repetido entre celebridades.
Gracie Abrams e Jessie Buckley, por exemplo, chegaram aos BAFTA 2026 com duas interpretações bastante diferentes do cabelo curto. Gracie apresentou uma versão suave do pixie, acompanhada por uma franja lateral, enquanto Jessie optou por uma proposta assimétrica e mais polida.
Nos Óscares, Jessie voltou a mostrar o corte penteado para trás, enquanto Gracie apareceu com um comprimento ligeiramente maior e mais leve. A mesma passadeira teve ainda Teyana Taylor com um pixie texturizado.
Emma Chamberlain também tem feito do cabelo muito curto parte da sua imagem. Na Met Gala deste ano, o seu pixie já aparecia ligeiramente mais crescido, trabalhado num loiro muito claro e com acabamento suave. Não são, portanto, cortes iguais. E esse é precisamente o ponto.
Durante muito tempo, falar num pixie remetia imediatamente para uma silhueta bastante específica: cabelo muito curto, contornos definidos e pouco comprimento para experimentar.
A versão de 2026 é muito menos rígida.
Há o pixie suave de Gracie Abrams, a versão mais curta e texturizada de Zendaya e propostas deliberadamente mais desalinhadas. Entre elas surgem ainda os bixies, que deixam crescer alguns centímetros e aproximam novamente o cabelo do bob. Em vez de uma fórmula única, a tendência está precisamente na liberdade de escolher quão curto é “curto”. E isso ajuda também a explicar por que razão o bob não desapareceu. Os dois cortes estão, na realidade, a coexistir.
Seria precipitado declarar o fim do bob. Basta olhar para 2026 para perceber que continua bem presente. O que parece estar a mudar não é, por isso, a existência do bob, mas o seu domínio quase absoluto. Depois de várias temporadas a parar pela linha do maxilar, há cada vez mais vontade de continuar a cortar.
As tendências de beleza raramente desaparecem de um dia para o outro. Evoluem.
O bob abriu espaço para comprimentos menores; o bixie tornou a passagem para o pixie menos radical; e agora as celebridades estão a mostrar que poucos centímetros de cabelo podem produzir tantas estéticas quanto uma cabeleira longa. Há versões românticas, desalinhadas, minimalistas, andróginas, polidas e até deliberadamente crescidas.
Zendaya não inventou este regresso, mas apareceu no momento perfeito para o tornar impossível de ignorar. Depois de anos em que a pergunta parecia ser “será que corto um bob?”, 2026 começa a propor outra.
E se cortássemos mais um bocadinho?