Dos cristais ao minimalismo: os looks dos Emmys 2026 que conquistaram a Safira
Dos cristais ao minimalismo: os looks dos Emmys 2026 que conquistaram a Safira
16/09/2026 / Por Margarida Costa / Moda
Cristais, dourados e tons pastel: os looks que marcaram os Emmys 2026
A televisão entregou os prémios, mas a moda também teve direito ao seu próprio espetáculo. Na 78.ª edição dos Emmy Awards, o tradicional vermelho deu lugar ao azul e Hollywood respondeu com cristais, dourados, tons pastel e uma alfaiataria que provou que não são precisos vestidos para dominar uma passadeira. Estes foram os looks que ficaram no radar da Safira.
A 78.ª edição dos Emmy Awards realizou-se a 14 de setembro no Peacock Theater, em Los Angeles, com Mariska Hargitay como anfitriã. A cerimónia celebrou os principais trabalhos da televisão da temporada 2025–2026 e, numa homenagem aos 100 anos da NBC, até a passadeira sofreu uma transformação: desta vez, as estrelas desfilaram sobre um “peacock blue carpet”.
Mas antes de serem anunciados os vencedores, houve outro espetáculo a acontecer à entrada. Entre o brilho assumido de Zendaya e Selena Gomez, os pastéis de Florence Pugh e Sarah Pidgeon e o preto reinterpretado por Colman Domingo, Grace Gummer e Louisa Jacobson, a noite mostrou que não existiu uma única fórmula para acertar.
Entre dezenas de propostas, estes foram os nove looks que mais conquistaram a Revista Safira.
Se havia um look capaz de se fundir com a própria atmosfera da noite, era o de Supriya Ganesh. A atriz de The Pitt apareceu num vestido azul-gelo da Teresa Helbig, de alças finas, com decote delicadamente drapeado, folhos e uma saia inferior transparente e plissada.
Romântico sem parecer excessivamente doce, foi um daqueles vestidos em que o movimento fazia parte do resultado. A joalharia delicada e o cabelo solto mantiveram toda a imagem leve, exatamente o necessário para deixar a silhueta falar.
Era difícil competir com Zendaya quando as luzes encontravam o seu vestido.
A atriz surgiu num Prada feito por medida, construído sobre uma base de tule transparente e coberto por cristais, com um decote profundo e uma pequena cauda. Law Roach voltou a assumir o styling, enquanto as joias Mikimoto prolongaram o brilho da proposta.
Mas houve outro elemento impossível de ignorar: o novo corte pixie. Num vestido tão trabalhado, retirar peso ao cabelo foi uma escolha inteligente. O resultado foi dramático sem ficar pesado e mais uma prova de que Zendaya continua a perceber a passadeira vermelha como poucos.
Se a noite era dedicada à estatueta dourada, Selena Gomez decidiu praticamente vestir-se como uma.
A atriz escolheu um Louis Vuitton dourado, sem alças e construído em chainmail, com as linhas metálicas a acompanharem e definirem a silhueta antes de abrirem numa saia de inspiração sereia. Completou a proposta com joias da Tiffany & Co.
Monocromático, luminoso e imediatamente associado ao universo dos Emmys, foi uma escolha simples na ideia, mas extremamente eficaz na execução. Às vezes, não é preciso contrariar o tema, basta levá-lo até ao fim.
Florence Pugh trouxe uma das interpretações mais românticas da noite, mas à sua maneira.
A atriz escolheu um vestido Vivienne Westwood em lilás, construído em torno da corseteria característica da casa e acompanhado por tule, mangas volumosas e uma longa cauda.
A cor poderia ter tornado o conjunto excessivamente delicado. A construção do vestido fez exatamente o contrário: deu-lhe presença. Entre estrutura e transparência, Florence encontrou o equilíbrio entre o romantismo e aquela irreverência que já se tornou parte da sua identidade na passadeira vermelha.
À primeira vista, o vestido de Sarah Pidgeon parece quase simples. Depois começam a aparecer os detalhes.
A atriz escolheu um vestido lilás Chanel feito por medida, inspirado na silhueta dos slip dresses dos anos 90, com corte enviesado, decote profundo e aplicações de pérolas e pedras. A escolha estabeleceu ainda uma ligação subtil a Carolyn Bessette-Kennedy, que Pidgeon interpretou em Love Story.
É um bom exemplo de como uma referência pode funcionar sem se transformar numa imitação. O vestido recuperou o minimalismo associado a Bessette-Kennedy, mas acrescentou brilho suficiente para o transportar para uma cerimónia como os Emmys.
No meio de cristais, transparências e caudas dramáticas, Nicole Kidman escolheu outra direção.
A atriz vestiu Chanel, com um modelo branco de comprimento midi e uma zona de decote off-the-shoulder trabalhada com aplicações de efeito plumado. Os sapatos pretos de biqueira pontiaguda criaram o contraste necessário para impedir que o resultado se tornasse demasiado clássico.
Foi talvez um dos looks mais contidos desta seleção e exatamente por isso funcionou. Elegância sem necessidade de provar que está a tentar ser elegante.
Grace Gummer também apostou no preto, mas dificilmente se poderia chamar minimalista ao resultado.
A atriz surgiu num vestido Dior, com silhueta coluna, textura plissada, volume escultórico na zona superior e aplicações florais tridimensionais. Uma sequência de pérolas na lateral acrescentou um elemento inesperado ao conjunto, complementado por joalharia Boucheron.
A paleta era clássica; a construção, nem por isso. E foi essa contradição que tornou o look interessante.
Louisa Jacobson trocou o vestido de gala por um fato preto e branco Tom Ford by Haider Ackermann. O casaco curto, as calças muito compridas e a espécie de gravata/cachecol branca assimétrica deram uma nova leitura ao smoking tradicional. Uma pregadeira da Tiffany & Co. acrescentou o ponto de brilho.
Num evento onde os vestidos continuam naturalmente a dominar, a opção destacou-se sem precisar de competir em volume ou ornamentação.
Entre os looks masculinos que mais chamaram a atenção da Safira esteve Thaddeus LaGrone, que apostou num fato preto de textura subtil, com casaco de abotoamento duplo e usado sem camisa, deixando o decote profundamente aberto.
A escolha mostrou como um total black pode fugir ao previsível através da textura, da silhueta e da forma como é usado. Elegante, mas com uma dose de ousadia, foi uma das propostas masculinas que mais conquistou a Safira nesta passadeira.
Talvez seja isso que mais nos tenha agradado nos Emmys deste ano. Não houve uma tendência única a determinar quem estava “bem vestido”.
Zendaya escolheu cristais; Selena, ouro. Florence Pugh e Sarah Pidgeon encontraram duas formas completamente diferentes de vestir lilás. Nicole Kidman provou a força do branco, enquanto Grace Gummer explorou textura e volume no preto. E Louisa Jacobson mostrou que a alfaiataria continua a ter tanto espaço numa grande passadeira como qualquer vestido de gala.
Os Emmys celebram o melhor da televisão. Mas, durante alguns minutos antes de a cerimónia começar, a história também se contou através da roupa e estes foram os capítulos que a Safira não conseguiu ignorar.