VMAs 2026: os melhores momentos da noite
VMAs 2026: os melhores momentos da noite
29/09/2026 / Por Margarida Costa / Música
Madonna regressou ao palco, Taylor Swift fez história e as homenagens emocionaram: os momentos que marcaram os VMAs 2026
A 43.ª edição dos MTV Video Music Awards juntou gerações diferentes da pop numa noite dominada por mulheres. Madonna regressou às atuações dos VMAs 23 anos depois, Taylor Swift aumentou o seu recorde, LISA fez história e Sienna Spiro confirmou-se como um dos nomes a acompanhar.
Os MTV Video Music Awards 2026 regressaram este domingo, 27 de setembro, ao Peacock Theater, em Los Angeles, numa cerimónia apresentada por Snoop Dogg. Entre regressos históricos, novos nomes e homenagens a artistas que marcaram diferentes gerações, a noite acabou por funcionar quase como uma viagem pelo passado, presente e futuro da música pop. E houve uma figura impossível de ignorar: Madonna. Aos 68 anos, a artista chegou à cerimónia como a mais nomeada do ano e terminou-a como a grande vencedora, com sete prémios, incluindo Artista do Ano, Melhor Colaboração e Melhor Dance.
Há regressos que parecem feitos à medida de uma cerimónia. 23 anos depois da sua última atuação nos VMAs, Madonna voltou ao palco onde protagonizou tantos momentos da cultura pop e foi precisamente ela quem abriu a edição de 2026.
A cantora apresentou material de Confessions II, incluindo “Bring Your Love” ao lado de Sabrina Carpenter, e levou ainda Charli xcx para uma atuação de “Danceteria”, uma homenagem à cena noturna nova-iorquina dos anos 80.
O regresso acabou por antecipar aquilo que aconteceria durante o resto da noite. Madonna conquistou sete Moon Persons e venceu Artista do Ano, superando uma categoria que incluía nomes como Taylor Swift, Sabrina Carpenter, Ariana Grande, Bruno Mars e Morgan Wallen.
Se Madonna dominou em número de vitórias nesta edição, Taylor Swift acrescentou mais um capítulo à sua relação histórica com os VMAs.
“The Fate of Ophelia” venceu Vídeo do Ano, enquanto Taylor recebeu também o primeiro Artist Director Honors, distinção criada para reconhecer artistas cujo trabalho atrás das câmaras contribuiu para expandir a linguagem do videoclipe. Com as vitórias de 2026, Taylor reforçou o estatuto de artista mais premiada da história dos VMAs. E guardou outra surpresa para a cerimónia.
Depois de receber o Artist Director Honors, Taylor apresentou o videoclipe de “Patient Zero”, uma das quatro novas músicas incluídas em The Life of a Showgirl: The Encore.
Realizado pela própria cantora, o vídeo transforma a música numa narrativa cinematográfica de inspiração gótica e thriller psicológico. Dakota Johnson e Colin Farrell assumem papéis centrais, enquanto Taylor surge como uma mulher já morta que tenta alertar a personagem de Johnson. Cara Delevingne também participa no projeto.
Uma estreia particularmente simbólica numa noite em que a MTV reconheceu não apenas Taylor enquanto cantora, mas também o trabalho que tem desenvolvido como realizadora dos próprios videoclipes.
Entre os nomes de uma nova geração, Sienna Spiro teve uma das noites mais importantes da carreira. A britânica venceu Best New Artist, categoria decidida pelos fãs durante a cerimónia, e atuou também nos VMAs.
Num evento onde algumas das maiores estrelas da música mundial dividiram o mesmo palco, a presença de Sienna funcionou como contraponto aos grandes regressos da noite: enquanto os VMAs celebravam artistas com décadas de carreira, davam simultaneamente espaço a quem está agora a começar a construir a sua.
LISA também saiu de Los Angeles com um marco importante. A artista venceu Best Pop por “Dream”, tornando-se a vencedora da categoria numa noite em que competia com alguns dos maiores nomes da música internacional.
A vitória reforçou ainda mais a presença global do K-pop nos VMAs. Fora da transmissão principal, os BTS conquistaram também prémios, incluindo Best Group, Best K-Pop e Song of the Year por “Swim”.
A celebração foi também atravessada pela memória de Dolly Parton, que morreu em agosto, aos 80 anos.
Kacey Musgraves protagonizou um dos momentos mais emotivos da cerimónia ao interpretar “I Will Always Love You” acompanhada por imagens de arquivo de Dolly. A canção foi escrita e originalmente gravada por Parton em 1974, décadas antes de se tornar mundialmente associada à versão de Whitney Houston.
Taylor Swift também recordou Dolly durante o seu discurso, dedicando-lhe a vitória e falando da forma como a compositora transformava histórias em imagens através das próprias canções.
Outra das grandes homenagens da noite recordou George Michael, precisamente no ano em que se assinala uma década sobre a morte do músico britânico.
RAYE, Teddy Swims, sombr e Adam Lambert juntaram-se para revisitar músicas associadas ao período de Faith, celebrando uma carreira que continua a atravessar gerações.
O tributo chega também num momento de renovado interesse pelo arquivo do artista, numa altura em que a sua obra e legado voltam a estar no centro da conversa cultural.
E houve ainda espaço para celebrar uma banda que ajudou a mudar não apenas o som dos anos 90, mas também a estética dos videoclipes dessa década.
Os Nirvana receberam o Michael Jackson Video Vanguard Award, com Dave Grohl, Krist Novoselic e Pat Smear em palco. O prémio reconheceu a influência visual de trabalhos como “Smells Like Teen Spirit”, “Come As You Are”, “In Bloom”, “Heart-Shaped Box” e “All Apologies”.
Novoselic aproveitou o momento para recordar Kurt Cobain e a importância que a visão criativa do músico teve na identidade visual da banda.
Talvez seja essa a imagem que melhor resume os VMAs 2026. Madonna regressou ao palco mais de duas décadas depois. Taylor Swift continuou a construir o seu recorde e apresentou um novo trabalho como realizadora. Dolly Parton e George Michael foram recordados. Nirvana viu o seu legado visual reconhecido. Ao mesmo tempo, LISA e Sienna Spiro representaram uma geração muito diferente daquela que criou os VMAs nos anos 80.
Quarenta e três edições depois, os VMAs continuam a viver precisamente desse encontro: aquilo que a cultura pop já foi, aquilo que é agora e os artistas que poderão definir o que vem a seguir.