11 de Setembro, 25 anos depois: o dia em que as Torres Gémeas mudaram a História
11 de Setembro, 25 anos depois: o dia em que as Torres Gémeas mudaram a História
11/09/2026 / Por Margarida Costa / Sociedade
25 anos depois: o dia que mudou o mundo
A 11 de setembro de 2001, uma manhã aparentemente normal transformou-se num dos dias mais marcantes da história contemporânea. Vinte e cinco anos depois, recordar o 11 de Setembro é voltar a um acontecimento que mudou vidas, cidades e a forma como o mundo passou a olhar para a segurança e para o futuro.
Nova Iorque acordou naquela terça-feira sem saber que, poucas horas depois, o seu horizonte mudaria para sempre.
Às 8h46, o voo American Airlines 11 atingiu a Torre Norte do World Trade Center. Às 9h03, o voo United Airlines 175 atingiu a Torre Sul. Um terceiro avião, o American Airlines 77, atingiu o Pentágono, enquanto o United Airlines 93 caiu na Pensilvânia depois de passageiros e membros da tripulação terem reagido aos sequestradores. Os quatro aviões tinham sido sequestrados por 19 terroristas da Al-Qaeda. Antes do meio-dia, as duas Torres Gémeas já tinham colapsado.
É fácil contar a história do 11 de Setembro através dos edifícios. Mas a verdadeira dimensão daquele dia está nas pessoas.
2.977 pessoas morreram nos atentados, sem contar com os 19 sequestradores. Entre as vítimas estavam trabalhadores que tinham acabado de chegar ao escritório, passageiros e tripulantes dos aviões, pessoas no Pentágono e centenas de bombeiros, polícias e outros profissionais de emergência. E as consequências não terminaram naquele dia. Sobreviventes, socorristas e pessoas expostas aos materiais libertados pelo colapso do World Trade Center enfrentaram, nos anos seguintes, problemas de saúde associados à exposição no local.
O impacto ultrapassou rapidamente Nova Iorque e os Estados Unidos.
O 11 de Setembro alterou profundamente a segurança na aviação, intensificou os controlos nos aeroportos e teve enormes consequências na política internacional. Os atentados foram seguidos pela chamada “Guerra ao Terror” e, poucas semanas depois, pela intervenção militar norte-americana no Afeganistão. Para quem nasceu depois de 2001, muitas das medidas de segurança que hoje parecem normais já fazem parte do mundo que sempre conheceu.
Onde antes se erguiam as Torres Gémeas encontram-se hoje duas enormes piscinas do 9/11 Memorial, construídas nas pegadas dos edifícios. Nos seus limites estão inscritos os nomes das vítimas dos atentados de 2001 e também das seis pessoas mortas no atentado ao World Trade Center de 1993. É um espaço pensado não para reconstruir aquilo que existia, mas para garantir que aqueles que ali perderam a vida continuam a ter um lugar na cidade.
Um quarto de século separa-nos daquela manhã.
Há quem se lembre exatamente de onde estava quando soube. Há também toda uma geração que ainda não tinha nascido e para quem o 11 de Setembro pertence aos livros de História. Mas a passagem do tempo não diminui aquilo que aconteceu.
Vinte e cinco anos depois, recordar o 11 de Setembro é sobretudo recordar as 2.977 pessoas que começaram aquele dia como qualquer outro e nunca regressaram a casa. E talvez seja essa a razão mais importante para continuar a falar sobre ele.