Belém voltou a celebrar os livros e a Safira esteve lá
Belém voltou a celebrar os livros e a Safira esteve lá
22/09/2026 / Por Margarida Costa / Eventos
Entre livros, autores e leitores: a Safira esteve na Festa do Livro em Belém
Durante quatro dias, os jardins do Palácio de Belém voltaram a pertencer aos livros. Entre centenas de autores, sessões de autógrafos, conversas, apresentações e concertos, a 9.ª edição da Festa do Livro em Belém mostrou que a literatura continua a ser capaz de transformar um espaço histórico num verdadeiro ponto de encontro. A Revista Safira esteve por lá.
Há eventos literários onde se vai à procura de um livro. E há outros onde o próprio lugar faz parte da experiência. Entre 17 e 20 de setembro, os jardins do Palácio de Belém, em Lisboa, abriram novamente as portas à Festa do Livro, numa edição que juntou literatura, música e cultura num dos espaços mais emblemáticos da capital.
Criada em 2016, a iniciativa chegou este ano à 9.ª edição e iniciou um novo ciclo com o Presidente da República, António José Seguro, mantendo a parceria entre a Presidência da República e a Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL).
Os números ajudam a perceber a dimensão desta edição: foram 70 participantes, 346 marcas editoriais e 123 bancas, espalhadas pelos jardins. A APEL anunciou ainda uma programação com quase 400 autores em sessões de autógrafos, além de debates, apresentações, leituras e outras iniciativas. Mas reduzir a Festa do Livro aos números seria deixar de fora uma parte importante do que se vive em Belém. Entre bancas, leitores percorriam as novidades editoriais, autores encontravam-se diretamente com quem lê as suas histórias e os jardins transformavam a procura por livros numa experiência cultural mais ampla.
Foi precisamente esse ambiente que a Revista Safira acompanhou no local: livros por todo o lado, encontros entre leitores e escritores e uma programação pensada para fazer com que a visita não terminasse depois da compra de uma obra.
A edição de 2026 voltou a cruzar diferentes formas de cultura. A programação musical passou por nomes como Katia Guerreiro, Vitorino Salomé, ÁTOA, Rita Vian, NAPA e GNR, distribuídos pelos quatro dias do evento. A abertura ficou também marcada por uma homenagem a António Lobo Antunes, com Katia Guerreiro e Vitorino Salomé a interpretarem canções e poemas do escritor. Na inauguração estiveram António José Seguro, o antigo Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa, fundador da iniciativa, a Ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, e o presidente da APEL, Miguel Pauseiro.
Houve ainda espaço para programação infantil e juvenil, jogos didáticos, debates e apresentações. A acessibilidade integrou igualmente a organização, com percursos acessíveis, uma plataforma reservada a pessoas com mobilidade condicionada junto ao palco principal e interpretação em Língua Gestual Portuguesa em algumas atividades.
O último dia voltou a contar com a presença do Presidente da República, que percorreu o espaço e contactou com editores, livreiros e visitantes. A programação terminou ao som dos GNR, depois de um concerto da Orquestra Sem Fronteiras em homenagem a Álvaro Cassuto.
A Festa do Livro em Belém tem uma característica difícil de reproduzir noutro lugar: durante alguns dias, aproxima leitores, escritores e editoras num cenário que normalmente pertence à vida institucional do país. Os jardins do Palácio deixam de ser apenas pano de fundo e passam a fazer parte da celebração.
E foi isso que a Safira encontrou em Belém: uma festa que vai além das bancas e das novidades editoriais. Durante quatro dias, falar de livros, descobrir autores, pedir um autógrafo, assistir a uma conversa ou simplesmente passear entre histórias tornou-se motivo suficiente para entrar pelos portões do Palácio. Porque, pelo menos durante um fim de semana, em Belém, os livros não ficaram apenas nas estantes. Ocuparam os jardins.