The Weeknd transformou o Restelo no seu próprio universo e a Safira esteve lá
The Weeknd transformou o Restelo no seu próprio universo e a Safira esteve lá
07/09/2026 / Por Margarida Costa / Eventos
A Safira esteve no concerto de The Weeknd em Lisboae o Restelo transformou-se por duas noites
Fogo, uma cidade futurista, milhares de pulseiras iluminadas e alguns dos maiores êxitos da última década. A Revista Safira esteve no Estádio do Restelo, a 5 de setembro, para assistir ao regresso de The Weeknd a Portugal, três anos depois do concerto que deu início à etapa europeia desta mesma digressão.
Há concertos em que basta ouvir as primeiras notas para perceber que a música será apenas uma parte da experiência. Foi precisamente isso que aconteceu este sábado, 5 de setembro, quando The Weeknd levou a After Hours Til Dawn Tour ao Estádio do Restelo, em Lisboa.
A Revista Safira esteve presente na primeira das duas noites portuguesas e encontrou um espetáculo pensado à escala de um estádio: uma produção monumental, fogo, máscaras, coreografias e um palco que transformou o relvado numa paisagem quase cinematográfica.
A noite começou com Prince 85, seguindo-se Playboi Carti. O rapper norte-americano não ficou limitado a uma pequena zona do palco: percorreu a estrutura montada no Restelo e passou por temas como “FE!N”, “Sky”, “Type Shit”, “Popular” e “ILoveUIHateU”.
Mais tarde, Carti voltaria ao palco para se juntar a The Weeknd em “Timeless” e “Rather Lie”, com a pirotecnia a acompanhar um dos encontros mais esperados da noite.
Pouco depois das 21 horas, chegou o momento principal. The Weeknd entrou em palco de máscara para abrir o concerto com “Baptized in Fear”. À sua volta, uma enorme figura dourada, estruturas semelhantes a edifícios, corredores que atravessavam o relvado e dezenas de figuras vestidas de vermelho construíam o universo visual da digressão.
O cenário foi concebido como uma paisagem urbana pós-apocalíptica e tem como uma das peças centrais uma escultura dourada criada pelo artista japonês Hajime Sorayama.
E se o palco impressionava pela dimensão, o público também fazia parte do espetáculo. As pulseiras luminosas distribuídas à entrada mudavam de cor de forma sincronizada, fazendo com que as bancadas e o relvado se tornassem uma extensão da produção.
O alinhamento atravessou diferentes momentos da carreira de Abel Tesfaye. “After Hours” deu lugar a “Starboy”, enquanto “The Hills” chegou acompanhada por grandes labaredas junto ao palco. Também houve espaço para “Sacrifice”, “Out of Time”, “Die for You” e “I Feel It Coming”. Foi antes de “Cry for Me” que The Weeknd retirou a máscara. A reação do público prolongou-se durante vários momentos e o artista aproveitou a noite para recordar a ligação especial desta digressão a Portugal.
Há uma razão: foi em Lisboa, em 2023, que começou a primeira etapa europeia da After Hours Til Dawn Tour. Três anos depois, Abel regressou à capital portuguesa na reta final da atual passagem europeia.
As milhares de pulseiras iluminadas, o público a acompanhar a música e toda a dimensão visual do espetáculo fizeram daquele que é um dos maiores êxitos da carreira de The Weeknd um dos pontos altos do concerto.
O espetáculo ainda recuperou uma fase muito anterior da carreira do artista com “House of Balloons”, antes de “Moth to a Flame” encerrar a noite novamente entre pirotecnia. O concerto teve cerca de duas horas, tendo começado aproximadamente às 21h15 e terminado pelas 23h15.
Ao vivo, a After Hours Til Dawn Tour mostra porque se tornou num espetáculo pensado para estádios. A música continua no centro, mas é acompanhada por uma narrativa visual construída através de luz, fogo, dança, máscaras e uma cenografia de grandes dimensões.
Para a Revista Safira, que esteve no Restelo a acompanhar esta primeira noite, houve um momento particularmente difícil de ignorar: ver milhares de pessoas iluminadas ao mesmo tempo enquanto cantavam músicas que atravessaram diferentes fases da carreira de The Weeknd.
No dia 5 de setembro, Lisboa não recebeu apenas The Weeknd. Durante duas horas, entrou no universo dele.